Semana de Oração pela unidade dos cristãos – um pouco de história

Ecumenismo2A Semana de Oração pela unidade dos cristãos nasceu no mundo protestante em 1908 pelo cuidado pastoral de dois padres anglicanos, tendo estabelecido que fosse celebrada de 18 a 25 de Janeiro, festa da conversão de S. Paulo. Ao princípio, muitos católicos entendiam que se destinava à conversão dos não católicos. Todavia, a partir de 1935, o padre católico Couturier renovou profundamente o sentido dessa oração, considerando-a como “uma obra espiritual que cada um faz na sinceridade da sua alma, continuando o ortodoxo a ser ortodoxo, o anglicano a ser anglicano e o católico a ser católico”. Assim a unidade pretendida não pode ser proselitismo duma Igreja em relação às outras. A unidade só pode vir de Deus. Se cada Igreja for fiel à sua tradição, se todos mergulharmos no Evangelho com o fim de sermos mais fiéis e credíveis, se o centro de todos for Jesus Cristo no seu desejo profundo de comunhão, Deus concederá o dom da unidade pela qual Cristo orou. A visão do P.e Couturier foi decisiva para construir um ecumenismo autêntico.

O movimento ecuménico dos tempos modernos nasceu entre as comunidades evangélicas (….). Mas só a partir de 1910 o movimento começou a dar passos mais firmes e seguros. (…) Em 1937, reunindo vários movimentos pró-unidade, fundou-se o Conselho Ecuménico das Igrejas. Este Conselho redigiu uma carta ecuménica, em Toronto, em 1950.

A Igreja Católica, oficialmente, mantinha-se à margem destes movimentos (…). Mas se isso acontecia a nível oficial, a nível particular iam-se realizando encontros informais de homens da Igreja católica com pessoas de outras confissões. (…) [Finalmente] em 1949, numa Instrução do Santo Ofício, reconhecia-se o valor do movimento ecuménico como “obra magnífica” que manifesta os frutos do Espírito. Roger Schütz, discípulo de Couturier, juntamente com Max Thurian, fundou em 1949, a comunidade ecuménica de Taizé. Foi o então Monsenhor Roncalli [futuro João XXIII], Núncio apostólico em Paris, que obteve a devida autorização para celebrações ecuménicas.

Quando João XXIII, em 25 de Dezembro de 1961 convocou o Concílio Ecuménico [II Concílio do Vaticano], tinha em mente três coisas fundamentais: uma revisão e reforma da Igreja; uma maior adaptação ao mundo em mudança; e o regresso dos cristãos à unidade.

António Aparício, em jornal semanário Notícias de Beja,
(16 de Janeiro 2014).

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