Natal – No amor de Deus nasceu uma luz para o mundo

Luz de Natal

A Festa de Natal anuncia a alegria e a esperança com que Deus iluminou a história dos homens pelo nascimento do Seu Filho entre nós. No Menino do presépio vemos brilhar toda a ternura e bondade do amor de Deus humanamente incarnado na expressão mais pura – a fragilidade de uma criança recém-nascida – e, ao mesmo tempo, mais despojada – a humildade e pobreza com que aparece no mundo.

Fazendo-se irmão de todos sem excepção ao assumir a nossa condição humana, o Natal de Jesus Menino acentua ainda mais profundamente a glória do amor de Deus através dos sinais de pobreza que acompanham o seu nascimento. São estes sinais que nos hão-de ajudar a recentrar sempre a festa e a celebrá-la como verdadeira festa do homem cuja dignidade última se fundamenta no amor de Deus que quis vir morar entre nós. É esta verdade que a fé leva aos corações inundando-os com sentimentos de alegria, de gratidão e de paz e tornando-a sinal de esperança para os que carregam consigo as marcas da desventura.

Na noite de Belém, o anjo que apareceu aos pastores deixou clara a mensagem que há-de guiar os homens até à luz do mistério: “nasceu-vos o Salvador, que é Cristo, o Senhor!” (cf. Lc 2,11). É esta mensagem que cada Natal nos convida a receber de coração aberto, na fé, ou, para quem não viu ainda essa luz chegar até si, a deixar-se inquietar pelos outros sinais com que o Deus ainda desconhecido não desiste de nos bater à porta até se revelar como o Deus-connosco na humanidade do Seu Filho, que é o esperado das nações.

O Menino que contemplamos no presépio é o Salvador que veio percorrer o caminho do homem e nos mostrou toda a verdade do amor com que Deus nos ama, indo até ao extremo da sua missão na terra com a sua morte sobre a cruz. Mas, como Ele disse, dá a sua vida de livre vontade para a retomar (cf. Jo 10, 17). A sua ressurreição sela essa aliança de amor eterno entre Deus e os homens a fim alcançarem a vida verdadeira, uma vida nova que é a vida liberta do pecado e da morte. Acreditar neste triunfo de Jesus Cristo sobre o mal e do pecado é nascer de Deus, e todo o que nasce de Deus aprende a amar os outros, porque não se pode viver no Seu amor e não amar o próximo (cf. 1 Jo 4, 7-11).

Em cada Natal Deus espera-nos sempre. Espera-nos na Sua Igreja, onde, como o Papa nos recorda neste Ano da Fé, nos reúne, para fazermos com Ele e com os nossos irmãos a nossa “peregrinação de fé” num caminho que dura uma vida inteira. Ele, que chamou mãe, irmão, irmã a todo aquele que ao ouvir a Palavra de Deus a põe em prática (cf. Mc 4,35), espera-nos sempre nas circunstâncias concretas da vida, onde vem ao nosso encontro nos acontecimentos e em cada pessoa.

Num ano em que se acentuaram ainda mais para tantas pessoas e para as famílias as dificuldades que resultam da forçada conjuntura social e económica por que passa o nosso país, sentimo-nos chamados a homenagear o Menino Deus com verdadeiros actos de fé traduzidos em gestos de caridade e de partilha com os que caíram em estado de verdadeira necessidade e também com os que sofrem o desconforto de adaptação a novos hábitos de vida.

Posso e devo testemunhar a resposta muito positiva que toda a comunidade paroquial deu na preparação deste Natal. Com esta resposta, estamos a imitar Maria no sim confiante à Palavra de Deus e a oferecer-Lhe o hoje das nossas vidas para que também nelas aconteça Natal.

Que o Menino d’Ela nascido derrame a sua graça no coração de cada um de nós e transforme a alegria e a luz da festa do Seu nascimento em renovado sinal de esperança no amor salvador de Deus, que quer o bem de todos os homens.

Pe. António Faustino

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