“Ética nas Finanças, uma questão de Justiça e Paz”

A Comissão Nacional Justiça e Paz, em conjunto com as várias Comissões Diocesanas Justiça e Paz, publicou, no passado dia 3 de Fevereiro, uma Reflexão para a Quaresma de 2013. Tratando-se de um texto de grande interesse para o momento actual, apontam-se os seus aspectos mais relevantes de acordo com o resumo do Boletim do Centro de Divulgação da Doutrina Social da Igreja (CEDSI), publicado na Vigararia da Amadora (n.º 88 – Janeiro/Fevereiro 2013):

A escolha do tema deve-se “a que, na linha dos anteriores, também o ano de 2013 continua dominado pela crise financeira, a qual tem sido enfrentada com medidas que afectam gravemente o bem-estar e as condições de vida da população portuguesa”. Além disso, “as políticas adoptadas, apesar de não surtirem os efeitos esperados, foram recentemente reforçadas no Orçamento de Estado de 2013”.

“O país está sujeito a um Programa de Ajustamento que tem tido consequências muito pesadas sobre as condições de vida da população, em virtude dos cortes nos salários e nas prestações sociais, aumento da carga fiscal e subida pronunciada dos níveis de desemprego. Assiste-se, igualmente, a um forte sentimento de desânimo, na ausência de perspectivas credíveis de recuperação da economia, de percepção de que os sacrifícios não estão a ser equitativamente distribuídos (…). Ora “se é certo que esta Quaresma se insere no Ano da Fé, é forçoso que também seja vivida sob o signo da Esperança e da Caridade”.

As vias de solução dedicadas à ajuda assistencial, se bem que necessárias, não atingem as causas profundas dos problemas. Estas “situam-se, a um tempo, a três níveis: o interno dos países, a esfera de espaços mais largos, como é, por exemplo, o da União Europeia, e, finalmente, o nível global”.

A “assistência social” não se confunde com o “assistencialismo”. Ela “tem subjacente a noção da dignidade humana do beneficiário, a que estão associados direitos indeclináveis. Estamos no domínio da justiça. (…). Do ponto de vista ético, que é o nosso, esta é uma incumbência primeiramente do Estado, porque se trata de um aspecto fundamental do bem comum, mas que se alarga a toda a sociedade civil, enquanto sujeito colectivo da prática da justiça e da solidariedade”.

Na Caritas in veritate [Caridade na Verdade], “ o Papa [Bento XVI] observaria que no coração da crise actual está a quebra ética que teve lugar em todos os níveis da economia mundial, cada vez mais dominada pelo utilitarismo e o materialismo”. Por isso, “qualquer reforma do sistema financeiro” “pressupõe que, no mínimo: os critérios éticos não podem situar-se apenas na esfera da consciência individual, mas devem ser considerados em todo o processo de tomada de decisão, tanto ao nível individual como colectivo; a educação e a formação em matéria de economia e finanças precisam de dar relevo ao impacto humano destas actividades, com especial enfoque na justiça social (…).

“As Comissões Justiça e Paz expressam votos de solidariedade a todos os seus concidadãos e concidadãs. Aos seus irmão na fé, desejam uma celebração da Páscoa marcada pela paz, certas de que uma maior fidelidade à mensagem do Evangelho de Jesus Cristo dá sentido ao sofrimento e aponta para critérios de felicidade que levam, depois da crise, por caminhos diversos dos que levaram à crise.”

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