A Beleza da Catequese

«Nos últimos sessenta anos a catequese sofreu uma revolução total. Deixou de ser uma a actividade exercida num canto da igreja, ou na sacristia ou nas escadas do coro, e tornou-se algo de central na vida da paróquia. (…).

O mais difícil tem sido convencer os pais que o percurso catequético abrange dez anos, com as festas da Primeira Comunhão, da Profissão de Fé e do Crisma colocadas ao longo do percurso. Para isso se publicaram os dez cadernos que procuram conjugar os conteúdos doutrinários com o ano litúrgico, o uso da Bíblia e as fases evolutivas dos catequizandos (…). Continua a haver a memorização das fórmulas eclesiais da fé, que, mesmo não sendo captadas em todo o seu alcance, ficam registadas na alma da criança como pautas musicais que, mais tarde, fornecerão as melodias que hão-de acompanhar a vida inteira.

Todavia o exercício catequético destina-se a criar na criança e no adolescente um estilo de vida. Engloba actos da inteligência e da memória da criança, o compromisso de vida e a participação nas celebrações litúrgicas.

Analisando o percurso destes anos, salientaria um elemento que permanece indiscutível em todos os tempos e lugares: a pessoa do catequista. SEM ele, não há catecismo que seja eficaz nem método que funcione. O catequista é, para a criança, o fontenário que jorra a água na quantidade apropriada para ela poder beber com alegria e e proveito, é o braseiro que aquece gradualmente sem labaredas que estonteiem. (…) Da alma do catequista há um elemento fundamental: a vida de piedade que conduz à piedade da criança. “A fé ou se apega ou se apaga”. Inclui conhecimentos, mas é mais que um processo intelectual. Por isso, a oração e a frequência dos sacramentos são insubstituíveis na actividade da catequese (…).

Neste Ano da fé é oportuno recordar aos pais que a fé, sendo uma atitude que acompanha a vida, exige tempo, tem um “devir”, não no sentido de mudança de doutrina, mas no dinamismo interno da criança, J. Colomb – o devir da fé, Paulinas).  Conforme a idade da criança e do adolescente, assim se acentua a pessoa de Jesus, a comunidade por ele formada Igreja), o arrependimento e a penitência, o júbilo e a festa, a eternidade e o futuro, o compromisso moral e a vocação de cada um. (…)

A catequese é hoje uma actividade difícil pelo nervosismo e excitação das crianças e adolescentes. Mais uma razão para enviar um aplauso a todos os que se empenham na valorização das catequeses paroquiais. Mesmo que algumas crianças e adolescentes possam sofrer um eclipse, mais tarde aqueles anos ficarão a ser, como aconteceu a Guerra Junqueiro e ao filho pródigo, ramos de oliveiras e pontos de luz a a indicar o caminho do regresso.»

Joaquim Gonçalves, Bispo emérito de Vila Real, em Notícias de Beja,
3 de Outubro 2013

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