A misericórdia é um “estilo” de vida

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Papa Francisco presidiu hoje à ultima audiência jubilar para falar da inclusão

O Papa presidiu hoje à última audiência jubilar, na Praça de São Pedro, e afirmou que a misericórdia é um “modo de agir” que inclui e perdoa todas as pessoas, até os “maiores pecadores.

Para Francisco a inclusão é um “aspeto importante da misericórdia”, traduz o “desígnio de amor” de Deus que “não quer excluir ninguém, antes incluir todos” e gera um “modo de agir”.

“A misericórdia é um modo de agir, um estilo, com o qual procuramos incluir na nossa vida os outros, evitando de nos fecharmos em nós mesmos e nas nossas seguranças egoístas”, disse na última audiência jubilar.

“Este aspeto da misericórdia, a inclusão, manifesta-se no abrir os braços para acolher sem excluir, sem classificar os outros a partir da sua condição social, língua, raça, cultura, religião: diante de nós está somente uma pessoa par amar como Deus a ama”, sublinhou o Papa.

Francisco referiu depois o exemplo de Jesus, de braços abertos na cruz, e lembrou o simbolismo das colunatas que fazem os braços da Praça de São Pedro e o significado que têm para a Igreja Católica

Para Francisco, “os seus braços abertos na cruz mostram que ninguém está excluído do seu amor e da sua misericórdia, nem os maiores pecadores” e “a Santa Madre Igreja prolonga no mundo o grande abraço de Cristo morto e ressuscitado”.

“Também esta praça, com as suas colunatas, exprime este abraço. Deixemo-nos envolver neste movimento de inclusão dos outros, para ser testemunhos da misericórdia com que Deus acolheu e acolhe cada um de nós”, afirmou o Papa.

“Todos estamos incluídos no seu amor e na sua misericórdia”, insistiu o Papa.

Francisco disse ainda que a “expressão mais imediata” do acolhimento por Jesus traduz-se na necessidade do seu perdão.

“Todos temos necessidade de ser perdoados por Deus. E todos temos necessidade de encontrar irmãos e irmãs que que nos ajudem a chegar, a Jesus abrir-nos ao dom que nos ofereceu na cruz”, acrescentou.

“Com humildade e simplicidade sejamos instrumento da misericórdia inclusiva do Pai”, disse o Papa, acrescentando que cada pessoa que se encontram no trabalho, no bairro “é uma pessoa a amar, como a ama Deus”.

Ao longo do Ano Santo Extraordinário, convocado pelo Papa para toda a Igreja e que termina no dia 20 de novembro, Francisco encontrou-se com os peregrinos presentes em Roma nas manhãs de muitos sábados para lhes falar sobre temas relacionados com o jubileu da misericórdia.

Este fim-de-semana, o Vaticano acolhe a última celebração jubilar, o ‘Jubileu das Pessoas Socialmente Marginalizadas’, dedicado às pessoas sem-abrigo em todo o mundo, com a participação de uma delegação portuguesa com cerca de 160 pessoas.

PR

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